O medo bem cedo
Isto de se ter crianças tem tanto que se lhe diga! Tem tanto assunto que só de vez em quando me assomam à consciência uns pequenos medos que cá andam dentro, um pouco adormecidos e de vez em quando há algo que os acorda e que nos "cutucam" a cabeça como que dizendo: "Estou aqui!"
Já não bastam as lamentações de quem não dormiu o suficiente durante 8 anos, os primeiros anos terríveis de doenças, médicos, medicamentos, baixas, faltas ao trabalho, sentir os neurónios desfazerem-se quase num estado líquido e depois ainda vêm estes bichos do medo.
E medo do quê, poder-se-ia perguntar?
Medo das doenças que podem aparecer aos 2, 3, anos, das convulsões febris que poderão voltar não se sabe quando. Das histórias do tio materno que nasceu bem e aos 3/4 anos ficou doente nunca recuperando a locomoção a 100%, a fala, o raciocínio, tornado-o dependente de familiares até bem perto da sua morte.
E isto sim, isto assusta-me e pesa-me o coração. Estes primeiros anos em que tudo pode acontecer... não é que aconteça mais tarde, se calhar pode acontecer, mas bolas, a nossa vida gira à volta delas, do bem estar, da implementação de regras (esta é outra!) do explicar a diferença entre o bem e o mal, entre o que não faz mal do "se calhar devias ter falado com a tua professora..." entre o explicar que aquele ténis é do pé direito e não do esquerdo, que o esparguete corta-se com a faca... sei lá.
E elas vão crescer e vão tornar-se fortes e prontas a defenderem-se e acho que isso me alivia porque sei que um dia também vou precisar da força delas, mas espero que seja num longo prazo!
Já não bastam as lamentações de quem não dormiu o suficiente durante 8 anos, os primeiros anos terríveis de doenças, médicos, medicamentos, baixas, faltas ao trabalho, sentir os neurónios desfazerem-se quase num estado líquido e depois ainda vêm estes bichos do medo.
E medo do quê, poder-se-ia perguntar?
Medo das doenças que podem aparecer aos 2, 3, anos, das convulsões febris que poderão voltar não se sabe quando. Das histórias do tio materno que nasceu bem e aos 3/4 anos ficou doente nunca recuperando a locomoção a 100%, a fala, o raciocínio, tornado-o dependente de familiares até bem perto da sua morte.
E isto sim, isto assusta-me e pesa-me o coração. Estes primeiros anos em que tudo pode acontecer... não é que aconteça mais tarde, se calhar pode acontecer, mas bolas, a nossa vida gira à volta delas, do bem estar, da implementação de regras (esta é outra!) do explicar a diferença entre o bem e o mal, entre o que não faz mal do "se calhar devias ter falado com a tua professora..." entre o explicar que aquele ténis é do pé direito e não do esquerdo, que o esparguete corta-se com a faca... sei lá.
E elas vão crescer e vão tornar-se fortes e prontas a defenderem-se e acho que isso me alivia porque sei que um dia também vou precisar da força delas, mas espero que seja num longo prazo!
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