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Socializar contrário de solidão?

Agora que penso nisso, nunca fui muito de socializar. Com isto digo: ir a bares, dicotecas, reunir malta para conversar, nem grandes repastos familiares tinha, uma vez que...er... éramos só 4 em Lisboa e o resto estava no norte ou no sul. Por isso sempre fui de estar quieta no meu canto e observar. Agora reconheço que este total desinteresse pela socialização não é fruto da minha vontade ou falta de contexto, afinal o meu irmão foi criado comigo e era vê-lo em dias de semana ir para a "night" e mesmo quando o meu pai lhe dava nas orelhas, no dia seguinte, isso não era razão suficiente para demovê-lo. Mas com isto quero dizer que, hoje, a caminhar para a metade da minha vida (ou mais que metade? nunca se saberá) esse sentimento intensificou-se. Não consigo aproveitar/usufruir de toda a amálgama que é estarmos 5 ou 6 pessoas num dado sítio e termos que... conviver. Muito menos as convivências forçadas que se costumam fazer, obrigatória e anualmente. A minha paciência para esta...

Ainda d@s filho@s

Às vezes uma pessoa não quer, mas é mais forte do que nós, isto de se falar dos filhos e de tudo o que eles nos ensinam diariamente. Podemos ter a ilusão de que todos os dias lhes ensinamos algo, algo que eles vão usar para a sua autonomia, para entender o mundo, para porem as suas questões, para se relacionarem com os outros, mas muitas vezes são palavras vãs que entram a 100/hora mas entretantp está a dar a Patrulha Pata, ou a ladybug ou estão já a pensar que têm de ir buscar uma folha par fazer aquele desenho que anda lá nas cabecinhas delas há muito tempo (quer dizer, neste último caso, é claramente situação da mais nova). Mas são eles que nos dizem coisas e fazem coisas e em que eu penso: "mas porque é que já pensas assim?" ou "onde foste buscar esta ideia?". As crianças são um pouco um mistério para mim. Vamos conhecendo as nossas (e é mesmo isto, vamos conhecendo-as como elas são) mas não podemos pensar que são todas assim. Apesar das diferenças abismai...

A Educação dos nossos e dos outros

Hoje a falar com um colega e sobre a educação dos filhos: Ainda há pessoas que dizem "a educação dá-se em casa!"Certo. Todos os dias damos educação em casa, às duas, de maneira igual, os conselhos, reprimendas e explicações que fazemos a uma, também fazemos a outra. Ressalvo o facto de uma ter 5 e outra 9, o que até poderia ser fator para distinção numa ou outra explicação. Mas, acreditem ou não, elas não são iguais!!! Elas não nasceram iguais! O que dizemos a uma, é interiorizado, o que dizemos a outra sai a 200 km/hora. Isto tudo para dizer o quê? Que nós nascemos já com certos traços da nossa personalidade, traços esse que nos vão ajudar (ou não) a aceitar as normas da sociedade, ensinadas pelos nossos pais e a imitá-las posteriormente na nossa vida adulta. Se elas fazem coisas na escola ou noutros locais que nunca fariam em casa? claro que fazem? se as pessoas julgam que esses comportamento são aceites em casa? julgam... eu faço o mesmo, pelo que vejo as outras cria...

Melhores tempos virão

Uma manhã difícil em que mais uma vez se apercebe de que há pessoas que têm prazer em sacanear, porque são mais poderosos, porque são mais fortes, porque, no fim de contas, podem. E depois? Depois temos duas opções: engoles ou entras em conflito. É claro que faço a primeira, até porque não estou em posição de fazer a segunda. Fico à espera da minha vez. Porque um dia vai chegar, eu sei. Ansiosa por que chegue o fim do ano porque em fim de janeiro, princípio de fevereiro coisas boas se avizinham. Que vão dar, se calhar, o empurrão que falta. Um empurrão que vai ser feito passo a passo até porque a vida não permite outra coisa. Mas com um passo determinado e com a cabeça arrumada. Logo, logo estamos no Natal e ainda há tanta coisa a tratar e organizar. Mas vamos lá, pasito a pasito ...

Do fim de semana

Lá fomos a um programa de adultos, ver o Bruno Nogueira ao D. Maria II. Logo assim à partida coisas que me chateiam, que me pôem a bufar. E é verdade, estas coisas com a idade tendem a piorar. E o Bruno, lá pelo meio, também o diz: "Estou farto de pessoas!" E porquê? Porque as pessoas adoram olhar para os seus umbigos, e fazer-lhes festinhas, dizer cutxi-cutxi, pavoneá-los pela cidade, ir mostrando-lhes umas coisas e tal... e o que está à volta? é paisagem... Às portas da sala Garrett, todos aguardamos a abertura das mesmas. Somos obrigados a desviar-nos por pessoas que nos atropelam sem sequer dizer: "Peço desculpa, mas vou atropelá-lo!" Acho que ficava bem. E viro 45º graus, a mesma coisa, e viro para o outro lado, a mesma coisa. Quase que estou agora ao colo da minha companhia... que bom, o calor humano... Sentamo-nos, sensivelmente a meio da fila, e algu´m que nos aponta para os joelhos, quer passar para o outro lado sem um: "Desculpe, não se importa...

O medo bem cedo

Isto de se ter crianças tem tanto que se lhe diga! Tem tanto assunto que só de vez em quando me assomam à consciência uns pequenos medos que cá andam dentro, um pouco adormecidos e de vez em quando há algo que os acorda e que nos "cutucam" a cabeça como que dizendo: "Estou aqui!" Já não bastam as lamentações de quem não dormiu o suficiente durante 8 anos, os primeiros anos terríveis de doenças, médicos, medicamentos, baixas, faltas ao trabalho, sentir os neurónios desfazerem-se quase num estado líquido e depois ainda vêm estes bichos do medo. E medo do quê, poder-se-ia perguntar? Medo das doenças que podem aparecer aos 2, 3, anos, das convulsões febris que poderão voltar não se sabe quando. Das histórias do tio materno que nasceu bem e aos 3/4 anos ficou doente nunca recuperando a locomoção a 100%, a fala, o raciocínio, tornado-o dependente de familiares até bem perto da sua morte. E isto sim, isto assusta-me e pesa-me o coração. Estes primeiros anos em que tud...

Pois que agora é isto...

Quarta feira normalíssima. Dia de despejarem o balde do lixo no gabinete. As raparigas na escola, e eu mais ou menos descansada na minha hora de almoço, sempre com tantas coisas por fazer e muitas vezes não faço metade delas. Culpa também do que me vai pela cabeça: coisas a decidir, a tentar não esquecer prazos, datas importantes, pessoas a contactar. São dois meses complicados porque há sempre tanta coisa a tratar. E depois de as apanhar da escola, as rotinas de sempre: banhos, apanhar roupa, fazer jantar, arrumar cozinha, preparar roupa delas para o dia seguinte... Engraçado, quando a minha mãe me fazia isso, no dia a seguir, invariavelmente, havia alguma peça de roupa que eu recusava terminantemente a usar para a escola. Mas realmente dá muito jeito aos pais ter essa tarefa pré-feita, até porque as manhãs são uma correria... Vidas normais que eu pretendo ir dando conta por aqui.