Ainda d@s filho@s
Às vezes uma pessoa não quer, mas é mais forte do que nós, isto de se falar dos filhos e de tudo o que eles nos ensinam diariamente. Podemos ter a ilusão de que todos os dias lhes ensinamos algo, algo que eles vão usar para a sua autonomia, para entender o mundo, para porem as suas questões, para se relacionarem com os outros, mas muitas vezes são palavras vãs que entram a 100/hora mas entretantp está a dar a Patrulha Pata, ou a ladybug ou estão já a pensar que têm de ir buscar uma folha par fazer aquele desenho que anda lá nas cabecinhas delas há muito tempo (quer dizer, neste último caso, é claramente situação da mais nova).
Mas são eles que nos dizem coisas e fazem coisas e em que eu penso: "mas porque é que já pensas assim?" ou "onde foste buscar esta ideia?".
As crianças são um pouco um mistério para mim. Vamos conhecendo as nossas (e é mesmo isto, vamos conhecendo-as como elas são) mas não podemos pensar que são todas assim.
Apesar das diferenças abismais entre as duas que lá tenho em casa, vejo tantas semelhanças com o que eu fazia e sentia na idade delas (e que às vezes não quero assumir, mas depois lá suspiro...).
As duas gostam de pensar sobre as coisas e de tirar as suas conclusões, ou seja, têm opiniões. Os assuntos e as suas questões são debatidas (vá, em 60% dos casos, e quando ainda temos uma réstia de paciência ao fim do dia) e até incentivamos, também porque interessa-nos ver como se expressam e tentar corrigir algum do discurso. Às vezes as ideias são mais rápidas que o discurso e a mensagem não passa, e aí, sentem-se frustradas (curiosamente a mais nova, a que mais pensa nas coisas e as percebe tão bem).
A mais nova adora jogar ao jogo do "imita o adulto" especialmente quando o adulto está a explicar coisas e então explica, e explica e explica... e vence-nos pelo cansaço. Adora dar "aulas" a todos nós lá em casa onde até somos obrigados a fazer fichas que ela prepara laboriosamente e diria eu, até com bastante profissionalismo. Lá está, há ali uma faceta perfeccionista que lhe vai dar umas cabeçadas na parede, mais tarde, mas faz tudo parte da vida.
A mais velha adora, basicamente, falar. Dos seus receios, de coisas que lhe acontecem, de coisas que vê na escola, muitas vezes, neste último caso, sem dar a sua crítica, se fizeram bem ou mal, ou sobre o que acha, ou como se sentiu ao ver ou ouvir determinada coisa. É desprendida nesse aspecto e por um lado, ainda bem. Mas assim como gosto que ela não se centre em todos os aspetos da vida que corre ao seu redor, também gostava que se centrasse em alguns aspetos mais importantes, como o estudar, por exemplo, o ter a iniciativa de ajudar, de arrumar. Mas isso é outra luta.
E é isto, vamos lutando todos os dias, e todos os dias vamos crescendo.
Mas são eles que nos dizem coisas e fazem coisas e em que eu penso: "mas porque é que já pensas assim?" ou "onde foste buscar esta ideia?".
As crianças são um pouco um mistério para mim. Vamos conhecendo as nossas (e é mesmo isto, vamos conhecendo-as como elas são) mas não podemos pensar que são todas assim.
Apesar das diferenças abismais entre as duas que lá tenho em casa, vejo tantas semelhanças com o que eu fazia e sentia na idade delas (e que às vezes não quero assumir, mas depois lá suspiro...).
As duas gostam de pensar sobre as coisas e de tirar as suas conclusões, ou seja, têm opiniões. Os assuntos e as suas questões são debatidas (vá, em 60% dos casos, e quando ainda temos uma réstia de paciência ao fim do dia) e até incentivamos, também porque interessa-nos ver como se expressam e tentar corrigir algum do discurso. Às vezes as ideias são mais rápidas que o discurso e a mensagem não passa, e aí, sentem-se frustradas (curiosamente a mais nova, a que mais pensa nas coisas e as percebe tão bem).
A mais nova adora jogar ao jogo do "imita o adulto" especialmente quando o adulto está a explicar coisas e então explica, e explica e explica... e vence-nos pelo cansaço. Adora dar "aulas" a todos nós lá em casa onde até somos obrigados a fazer fichas que ela prepara laboriosamente e diria eu, até com bastante profissionalismo. Lá está, há ali uma faceta perfeccionista que lhe vai dar umas cabeçadas na parede, mais tarde, mas faz tudo parte da vida.
A mais velha adora, basicamente, falar. Dos seus receios, de coisas que lhe acontecem, de coisas que vê na escola, muitas vezes, neste último caso, sem dar a sua crítica, se fizeram bem ou mal, ou sobre o que acha, ou como se sentiu ao ver ou ouvir determinada coisa. É desprendida nesse aspecto e por um lado, ainda bem. Mas assim como gosto que ela não se centre em todos os aspetos da vida que corre ao seu redor, também gostava que se centrasse em alguns aspetos mais importantes, como o estudar, por exemplo, o ter a iniciativa de ajudar, de arrumar. Mas isso é outra luta.
E é isto, vamos lutando todos os dias, e todos os dias vamos crescendo.
Comentários
Enviar um comentário