Socializar contrário de solidão?
Agora que penso nisso, nunca fui muito de socializar. Com isto digo: ir a bares, dicotecas, reunir malta para conversar, nem grandes repastos familiares tinha, uma vez que...er... éramos só 4 em Lisboa e o resto estava no norte ou no sul. Por isso sempre fui de estar quieta no meu canto e observar. Agora reconheço que este total desinteresse pela socialização não é fruto da minha vontade ou falta de contexto, afinal o meu irmão foi criado comigo e era vê-lo em dias de semana ir para a "night" e mesmo quando o meu pai lhe dava nas orelhas, no dia seguinte, isso não era razão suficiente para demovê-lo.
Mas com isto quero dizer que, hoje, a caminhar para a metade da minha vida (ou mais que metade? nunca se saberá) esse sentimento intensificou-se. Não consigo aproveitar/usufruir de toda a amálgama que é estarmos 5 ou 6 pessoas num dado sítio e termos que... conviver. Muito menos as convivências forçadas que se costumam fazer, obrigatória e anualmente. A minha paciência para estas e outras questões tem vindo a encurtar e será talvez de um acerto azedismo da minha parte que se vem instalando e que eu, às vezes (mas muito às vezes) tento contrariar mas tudo me soa a falso e a frete. pronto, está dito, a frete.
Convivo bem comigo própria, com os meus silêncios. Que eu necessito deles para me organizar e pensar nas tarefas a fazer. Normalmente não os uso futilmente, mas gosto de os gerir à minha maneira. Muito confuso não é? Tenho a clara noção disso. Tenho a clara noção de que uma psicóloga me ia ajudar nesta racionalização que eu faço das coisas até para me ajudar a entender o que eu quero da vida. E o que é que uma pessoa, já nos 40, pode querer da vida? Nada, digo eu. Sossego, rotinas não muito extenuantes, conversas q.b.... tudo o que afinal, sempre quis para a minha vida. Pouco ambiciosa, pensará alguém. Pelo contrário, para haver uma vida sossegada sem grandes stresses, sem pensar muito no dia de amanhã, foi preciso ter trabalhado muito. Afinal, trabalhámos muito para isso acontecer uma vez que não teria conseguido fazer esta percurso sozinha, há que dar crédito.
Portanto, às vezes estar sozinha também é uma maneira de nos ficarmos a conhecer melhor e ter tempo para refletir sobre todos estes porquês, e não ter que intervir, socializar, é um favor que me fazem, que estou velha e cansada.
Mas com isto quero dizer que, hoje, a caminhar para a metade da minha vida (ou mais que metade? nunca se saberá) esse sentimento intensificou-se. Não consigo aproveitar/usufruir de toda a amálgama que é estarmos 5 ou 6 pessoas num dado sítio e termos que... conviver. Muito menos as convivências forçadas que se costumam fazer, obrigatória e anualmente. A minha paciência para estas e outras questões tem vindo a encurtar e será talvez de um acerto azedismo da minha parte que se vem instalando e que eu, às vezes (mas muito às vezes) tento contrariar mas tudo me soa a falso e a frete. pronto, está dito, a frete.
Convivo bem comigo própria, com os meus silêncios. Que eu necessito deles para me organizar e pensar nas tarefas a fazer. Normalmente não os uso futilmente, mas gosto de os gerir à minha maneira. Muito confuso não é? Tenho a clara noção disso. Tenho a clara noção de que uma psicóloga me ia ajudar nesta racionalização que eu faço das coisas até para me ajudar a entender o que eu quero da vida. E o que é que uma pessoa, já nos 40, pode querer da vida? Nada, digo eu. Sossego, rotinas não muito extenuantes, conversas q.b.... tudo o que afinal, sempre quis para a minha vida. Pouco ambiciosa, pensará alguém. Pelo contrário, para haver uma vida sossegada sem grandes stresses, sem pensar muito no dia de amanhã, foi preciso ter trabalhado muito. Afinal, trabalhámos muito para isso acontecer uma vez que não teria conseguido fazer esta percurso sozinha, há que dar crédito.
Portanto, às vezes estar sozinha também é uma maneira de nos ficarmos a conhecer melhor e ter tempo para refletir sobre todos estes porquês, e não ter que intervir, socializar, é um favor que me fazem, que estou velha e cansada.
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